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A Desconstrução da Masculinidade e o Esvaziamento da Figura Paterna na Indústria do Entretenimento: e Mulheres Também são as Responsáveis!!!

  • Foto do escritor: Andre Rodrigues Costa Oliveira
    Andre Rodrigues Costa Oliveira
  • 27 de mai. de 2025
  • 6 min de leitura

O meu nome é Andre Costa Oliveira.


Não é novidade a ninguém que estamos numa época marcada por desconstruções e de reconstruções em uma velocidade muito além do imaginável, diferentemente dos 60 ou 70 séculos que nos antecederam.


E indiscutivelmente muitas dessas desconstruções e reconstruções posteriores foram necessárias: o questionamento as estruturas opressivas, a reparação de algumas desigualdades históricas e discursos excludentes, por exemplo.


No entanto, nem toda desconstrução é libertadora. Há algumas que, quando feitas sem critério, não conseguem mais edificar nada de benéfico ao mundo, e acabam por desestabilizar pilares essenciais da sociedade.


É o caso da tentativa obsessiva de esvaziar — e até demonizar — a figura masculina e paterna. Esse é o tema da aula de hoje, bem como o reflexo desse problema na indústria do entretenimento.


Eu não entrarei nas causas primárias e mais antigas desse tristíssimo fenômeno, filosofia, psicanálise, igreja, feminismo, cultura woke, deficiência escolar, ideologias etc, mas prometo que o farei em uma outra oportunidade.


Hoje identificaremos o fenômeno e seus desdobramentos. O que vemos é que a masculinidade vem sendo sistematicamente associada à violência, ao autoritarismo e à opressão. E em vez de corrigir os excessos e as distorções do passado, grande parte do discurso contemporâneo optou por uma generalização extremamente perigosa: o homem, pelo simples fato de ser ser homem, já seria tóxico por natureza (aliás, eu abomino essa palavra tóxico, depois eu explico o motivo); e o pai agora se resumiria a um resquício de um modelo patriarcal a ser superado.


Olha gente, esse ataque simbólico e cultural à masculinidade gera consequências profundas. Quando o homem é afastado de seu papel de referência, protetor, educador e líder afetivo, abre-se um vácuo. E a natureza abomina o vácuo. Onde falta o pai, a autoridade é assumida por ideologias extremas ou até pela rua, pelo crime ou pela carência emocional mal resolvida e que vai reverberar mais cedo ou mais tarde. E não é à toa que estudos sociais e psicológicos associam a ausência paterna a índices elevados de delinquência juvenil, evasão escolar, depressão, vícios e até suicídio. E pra quem não acredita no que eu estou dizendo, faça uma pesquisa e veja você próprio as estatísticas.


Mais do que um provedor financeiro (até porque atualmente a mãe também ocupa o mercado de trabalho, então dinheiro não é o ponto) o pai saudável é um símbolo de firmeza, direção e estabilidade emocional. Ele ensina os limites, oferece segurança e ajuda a criança a internalizar a noção de responsabilidade.


Já o homem — quando bem formado em sua masculinidade — é chamado à coragem, ao autocontrole, ao sacrifício em favor de sua família, de seu bairro, de sua cidade e até mesmo da nação inteira. Ele não precisa ser autoritário nem frio; pode ser forte e sensível ao mesmo tempo. Só que essa força não fecunda do abandono de sua identidade, e sim do verdadeiro amadurecimento dessa identidade.


Aliás, vocês sabiam que desconstrução da figura masculina prejudica inclusive  as mulheres?


Porque ao enfraquecer o homem, enfraquece-se o parceiro capaz de caminhar ao lado da mulher com a firmeza e o respeito que tanto exige.


Não se constrói igualdade rebaixando um dos lados — mas sim elevando ambos à sua melhor versão. Meninos que não sabem o que é ser homem crescem inseguros, desorientados, sexualmente infantilizados, com medo de assumir qualquer papel, alienados e completamente incapazes de se defenderem e de defenderem o próximo. Isso vem gerando já há tempos relações frágeis, famílias instáveis e comunidades vulneráveis.


E aí nós vemos todo dia legiões de mulheres que reclamam que não há mais homens legais disponíveis, que nenhum homem na verdade presta, que o homem é idiota e imaturo, sendo que vocês próprias mulheres tendem a desconstruir a masculinidade e alardear aos quatro ventos que são poderosas e homem é supérfluo - mas eu sei que quando vocês deitam as cabeças em seus travesseiros vocês sentem falta de alguém que lhes acolha e que lhes abrace, porque nenhum ser humano sobre a face do planeta terra - seja ele homem ou mulher - aguenta se fingir de forte e de independente 24 horas por dia.


Todo mundo sente o desejo de ser amado, de ser protegido. Então parem de hipocrisia, e de perder tempo nivelando-se por baixo e ficando com gente medíocre por conta do pânico de ficarem solitárias.


É até bem curioso isso, eu me vejo nos meus 12 ou 13 anos de idade nas festinhas dos anos 80, quando os meninos ficavam em um canto e as meninas lá no outro canto, meio que se estudando e esnobando-se mutuamente, até que alguma alma corajosa ia até o outro canto e quebrava o gelo.


Para que não haja dúvida: Essa minha aula não defende o machismo (que para mim é uma abominação tão deturpada socialmente quando o feminismo radical da atualidade), e muito menos nega os erros cometidos por uma masculinidade malformada.


Trata-se de reconhecer que o masculino — assim como o feminino — tem um valor insubstituível na formação de uma pessoa e até do mundo.


A ausência do pai e o colapso da figura masculina são uma tragédia civilizacional que vem aumentando a cada dia, e nós precisamos urgentemente recuperar o valor do homem que seja bom, do pai que esteja presente e do masculino que floresça saudável, e não de maneira tóxica (e aí, como eu fiquei de explicar, a minha crítica com relação a essa palavra é a seguinte: tudo que alguém não gosta, em vez de ser explicado, leva logo o adjetivo tóxico, e o argumento lógico se dissolve em uma palavra que me soa como a preguiça de pensar e de expor uma ideia).


A cultura não deve desconstruir o homem, mas ajudá-lo a se construir de forma íntegra, madura e responsável. mas não é o que na prática acontece.


E agora a gente entra no segundo tópico da aula:


Nas últimas décadas, a indústria do entretenimento tem promovido, de forma sistemática, a ridicularização da figura masculina-paterna, especialmente em produções voltadas ao público familiar, e quase ninguém vem percebendo isso: é uma tendência cultural consolidada, que transforma o pai em uma figura irrelevante, abestalhada, contribuindo para uma crise de identidade masculina e para o esvaziamento simbólico da paternidade como eu já disse há pouco.


A tendência já era evidente em clássicos dos anos 60 como Os Flintstones (Fred Flintstone), e Os Jetsons (George Jetson), onde o pai é frequentemente imaturo, confuso e sempre metido em confusões, enquanto a mãe e os filhos assumem os papéis de equilíbrio e discernimento.


Nos anos 90 e 2000 a coisa foi piorando, veio o Dino da Silva Sauro da família dinossauro, um réptil medíocre, desajeitado, intelectualmente limitado, submisso e puxa-saco de seu chefe no trabalho.


Homer Simpson (Os Simpsons): obeso, ignorante, impulsivo, alcoólatra — símbolo do “pai inútil” moderno.


Peter Griffin (Family Guy): vulgar, irresponsável e socialmente desajustado e de uma estupidez extrema.


O Phil Dunphy (Modern Family): bem-intencionado, mas ingênuo, medroso, sempre deslocado — enquanto a esposa Claire é competente e pragmática.


Ah, eu me lembrei agora: teve o seriado “a grande família” aqui na Globo, grande rede globo, onde o único sujeito que trabalhava de verdade, que era correto e honesto - no caso o Lineu, o patriarca de classe média baixa interpretado por Marco nanini - sempre era o sacaneado e ainda tinha que lidar e consertar as loucuras da esposa, do filho, da filha, do genro encostado, dos vizinhos e do bairro dele.


E até produções infantis como Peppa Pig fazem o “Daddy Pig” ser constantemente zombado por sua barriga enorme, burrice e eventuais tropeços — algo quase inimaginável se fosse feito com a mãe da peppa, que aliás tem uma barriga idêntica e é igualmente burra.


No cinema eu poderia também mencionar inúmeras figuras de um pai vilão, decadente, imaturo ou até inexistente, mas acho desnecessário agora, vocês mesmos lembrarão de vários.


Em Toy Story, por exemplo, o Andy não tem pai em nenhuma das sequências. Em Frozen, os pais morrem cedo. Em Divertida Mente, o pai é passivo.


Mesmo nos heróis da Marvel e DC comics os pais são frequentemente ou mortos, ou omissos ou então são a fonte de um trauma (como Odin em Thor, ou Ego em Guardiões da Galáxia 2, para quem assistiu.


E aí eu lhes pergunto: é a arte que imita a vida ou a vida que imita a arte? Pensem muito seriamente a respeito.

 
 
 

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