O Fascismo Acadêmico Brasileiro, o Despotismo Esclarecido e a Revolução dos Cravos
- Andre Rodrigues Costa Oliveira
- 27 de mai. de 2025
- 3 min de leitura
O meu nome é André costa oliveira e a nossa aula de hoje abordará o que eu pessoalmente chamo de Fascismo Acadêmico como sendo o Novo Despotismo Esclarecido, e utilizaremos como metáfora a ditadura sangrenta de Antonio de Oliveira Salazar, que governou Portugal com mãos de ferro durante décadas de repressão violenta disfarçada de erudição e de sabedoria, ou seja? Exatamente como agem as universidades públicas brasileiras, todas elas com doutrinas de esquerda e que manipulam o conhecimento, distorcem fatos históricos e perseguem sem piedade alunos e docentes que não pensam de acordo com aquilo que elas acreditam.
Ao contrário do que muita gente pensa, o avanço das ideias e das instituições democráticas não impediu o surgimento de novas formas de autoritarismo no seio da sociedade contemporânea.
Longe de tanques e fuzis e baionetas o autoritarismo do século XXI muitas vezes se manifesta de forma sutil, silenciosa, travestido de erudição, sob o verniz da ciência e da pedagogia.
E é bem nesse cenário que eu afirmo clara e diretamente: o fascismo acadêmico é o novo despotismo esclarecido.
Aos que desconhecem o termo, “despotismo esclarecido” remete ao século XVIII, quando monarcas absolutistas como Frederico II da Prússia ou Catarina II da Rússia buscavam consolidar seu poder utilizando os ideais da razão, da ciência e da organização social desde que, obviamente, submetidos à sua autoridade incontestável.
E de forma análoga, o fascismo acadêmico contemporâneo atua com uma retórica de progresso, inclusão, ciência, tecnologia e humanismo mas na prática impõe o pensamento único, silenciando dissidências e transformando o debate em um dogma a favor de pautas identitárias, feminismo, cultura woke, ideologia de gênero, comunismo, derrubada imediata da economia de mercado, inchaço da máquina pública, relativização da violência etc. um enorme arcabouço de assuntos sobre os quais você, aluno ou professor de universidade pública, jamais terá a chance de argumentar, porque será xingado e agredido física e emocionalmente.
Porque esse pessoal é violento. Todo dia tem notícia na imprensa de aluno perseguido por ser hétero, cristão, ou por esboçar alguma simpatia pela ideologia anti-esquerda.
E o que significa isso? Que as universidades públicas, que deveriam ser maternidades de ideias, de compartilhamento de culturas e de tecnologia transformaram-se em antros de covardes que não sabem ouvir críticas e que não admitem em hipótese alguma qualquer pessoa que se atreva a pensar diferente.
E ficam por lá, pixando muro, depredando as instalações, discursando contra a burguesia e a favor do proletariado, ostentando (como se fosse lindo isso) um baixíssimo repertório intelectual sem nunca terem lido absolutamente nada, nem o manifesto comunista se Karl Marx que é bem pequenininho, muito menos o Capital, do mesmo autor e que é uma das obras literárias mais importantes do século 19, ainda que sejamos contra o seu conteúdo.
E por que eu quis falar um pouco sobre a ditadura de Antonio Salazar na aula de hoje: primeiramente porque ontem, dia 25 de abril, comemorou-se os 51 anos da Revolução dos Cravos, que derrubou o regime fascista de Salazar disfarçado de uma democracia que só existia na cabeça dele próprio.
E segundo porque a política autoritária de Salazar estava baseada numa centralização absoluta do saber e da moral, promovida por instituições supostamente legítimas e guiadas pela ideia de ordem.
Ou seja: exatamente como hoje operam as universidades públicas brasileiras, revelando o tripé do autoritarismo: a sacralização de certos valores, a imposição de verdades inquestionáveis e a supressão do diálogo autêntico.
Esse paralelo com o nosso atual ambiente acadêmico se torna inquietante quando percebemos que certos temas tornaram-se indiscutíveis, certos autores foram banidos do debate, e o simples questionamento de determinadas narrativas é suficiente a uma condenação moral sumária.
Hoje, muitos ambientes universitários impõem, em nome da liberdade, um rígido código de conduta ideológica, onde se é livre apenas para pensar da forma que o coletivo deseja, e a dissidência, em vez de ser celebrada como motor do pensamento, torna-se um desvio intolerável.
Esse é portanto o fascismo acadêmico, vaidoso, pernóstico, arrogante - o novíssimo despotismo esclarecido, que não mais reside no uso da força, mas na colonização da linguagem, na censura velada e na intimidação intelectual. Professores, pesquisadores e estudantes são levados a autocensura por medo de ostracismo, boicote ou cancelamento.
Salazar em Portugal acreditava que o Estado deveria educar para a obediência e a submissão. E o nosso fascismo acadêmico, com outro vocabulário e outras bandeiras, tem a mesma finalidade: uma sociedade dócil, unânime, submetida a uma verdade fabricada — e não construída pelo debatelegítimo de ideias.
É fundamental que resgatemos o verdadeiro espírito do esclarecimento, que não é o despotismo mascarado, mas a liberdade radical de pensar, de questionar, de errar e de dialogar. Do contrário, permaneceremos às escuras, apenas trocando os antigos censores por novos inquisidores — só que mais letrados, mais suaves, mais eruditos porém igualmente autoritários.
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